A migração mais barata é a que pega carona em um ciclo que já ia acontecer.

Substituir criptografia fora de um ciclo de renovação custa caro e compete com o resto do portfólio de TI. Dentro de um ciclo já orçado, custa a diferença. Isso torna a questão menos sobre urgência criptográfica e mais sobre encaixe: onde a exposição coincide com um ativo que já seria trocado.

01A decisão

Encaixar requisitos criptográficos nos ciclos de substituição, contratos de fornecedor e janelas de modernização já planejados — e identificar onde o legado não comporta a troca e vai exigir projeto próprio.

O que está em jogo

  • Requisito criptográfico que chega depois da assinatura do contrato vira aditivo ou fica para o ciclo seguinte.
  • Dependências de fornecedor sem suporte pós-quântico só aparecem quando a migração já começou.
  • Sistemas legados com criptografia embutida não são migráveis por configuração e precisam de prazo próprio.
  • Sem visão da superfície externa real, o inventário interno subestima o que está exposto.
02Evidência

A dimensão de exposição observável varia pouco entre setores na régua operacional: as medianas ficam entre 0,5353 e 0,6151 nos 15 setores. A superfície pública de uma organização de tecnologia se parece com a de um hospital — o que difere é o que essa superfície protege e por quanto tempo o dado precisa continuar secreto.

A dimensão de exposição observável varia pouco entre setores na régua operacional: as medianas ficam entre 0,5353 e 0,6151 nos 15 setores. A superfície pública de uma organização de tecnologia se parece com a de um hospital — o que difere é o que essa superfície protege e por quanto tempo o dado precisa continuar secreto.

Fonte
Base operacional GWK, agregados setoriais
Data
12 de julho de 2026
Run
producao_324k_20260712
População
316.911 empresas na base operacional
Cobertura
Camada pública apenas: DNS, TLS, prontidão PQC, cabeçalhos, infraestrutura e subdomínios observáveis.

Limite: A dimensão observável mede o que a coleta pública alcança. Ambientes internos, redes privadas e sistemas sem face pública não entram nela, e a ausência de sinal não é evidência de ausência de exposição.

03O que se aplica

A leitura útil aqui é a de superfície e dependência: o que está exposto, o que depende de quem, e o que a coleta pública consegue ou não alcançar.

Coleta de sinais públicos

Em produção

DNS, TLS, prontidão PQC, cabeçalhos, infraestrutura e subdomínios, sem tocar no ambiente.

Dependências observáveis

Em produção

Onde a superfície exposta depende de terceiros: hospedagem, CDN, autoridade certificadora, provedores.

Análise declaratória

Em produção

Contexto interno que a coleta não alcança: sistemas críticos, agilidade criptográfica, fornecedores.

Appliance

Uso interno

Coletor e motor empacotados em binário licenciado, para execução dentro do perímetro do parceiro.

04O que sai

Um mapa do que é alcançável de fora, ligado ao que a organização declara internamente — as duas leituras separadas, nunca somadas.

  • Superfície pública inventariada: domínios, subdomínios e serviços expostos.
  • Configuração criptográfica observada em cada ponto alcançável.
  • Dependências externas que carregam parte da exposição.
  • Sinais de prontidão pós-quântica já presentes na negociação.
  • Contribuidores ordenados, para encaixe em ciclos de substituição.
  • Cobertura declarada por módulo, com os fallbacks aplicados.

Do que depende

  • Lista de domínios em escopo, incluindo os de unidades e controladas.
  • Autorização para avaliar domínios de fornecedores, quando aplicável.
  • Para o appliance: contrato de licenciamento e uma camada de produto construída pelo parceiro — o binário não tem interface própria.
05O que a leitura externa alcança

A coleta observa o que um agente externo também observaria. Isso é uma vantagem de fricção — não exige integração — e uma limitação de escopo ao mesmo tempo.

Observado

A coleta pública viu

  • Serviços com face pública e sua configuração criptográfica.
  • Cadeia de certificação e a autoridade emissora.
  • Provedores de infraestrutura identificáveis de fora.

Calculado

O motor IEQ derivou

  • Peso de cada dependência exposta no resultado.
  • Exposição estrutural agregada da superfície observada.

Declarado

A organização informou

  • Sistemas internos sem face pública.
  • Contratos, fornecedores e ciclos de substituição planejados.

Inferido

O modelo estimou

  • Tecnologias em uso a partir de assinaturas públicas.
  • Fallbacks quando um módulo de coleta não completa.

Fora do escopo

Outra evidência decide

  • O inventário de ativos internos da organização.
  • A criptografia usada em redes privadas e entre sistemas internos.
  • Que um provedor sem sinal público de PQC não tenha um plano.
  • Custo, prazo ou viabilidade técnica de uma substituição específica.

Contra o que esta comparação foi feita

Data de corte
12 de julho de 2026
Run
producao_324k_20260712
População
316.911 empresas
Setores
15 setores na taxonomia do motor
Piso de anonimato
K = 30

Limites da comparação

  • A régua é uma base de referência estática, não uma medição contínua: não há atualização automática entre um run e o seguinte.
  • A comparação é sempre contra agregados anônimos, nunca contra o resultado individual de uma organização terceira.
  • Um resultado do modo público não se compara a um resultado do modo completo, porque as duas leituras partem de evidências de naturezas diferentes.

Fronteira

Onde a medição termina

Programa de adequaçãoNão implementado

A medição termina em: a mudança técnica no ambiente. Medir a exposição não a reduz: a redução exige alterar configuração, substituir certificado, trocar política de negociação ou migrar biblioteca — trabalho executado pelos times e fornecedores da organização.

Esta leitura entrega

  • Mapa da superfície exposta e das dependências que a sustentam.
  • Ordem de contribuintes, para encaixe em ciclos já orçados.
  • Cobertura declarada, para saber onde a leitura é cega.

Depois da mudança, a GWK

  • Recoleta os sinais públicos e recalcula o IEQ na mesma régua, quando contratada para isso.
  • Declara escopo, modo, cobertura e run das duas medições, para que a diferença seja interpretável.
  • Atribui o efeito observado apenas ao escopo efetivamente alterado e verificado.

Não está incluído

  • Execução da mudança: a GWK não altera configuração, certificado ou infraestrutura do cliente.
  • Implantação, operação assistida ou gestão de mudança.
  • Programa de adequação: existe como projeto de engenharia da GWK, não como capacidade contratável.

Comece pelo que já está exposto

Uma leitura de superfície pública não exige integração, credencial nem janela de mudança. Ela mostra o que um observador externo veria hoje, e serve de base para o encaixe nos próximos ciclos.