Documento sigiloso não deixa de ser sigiloso porque a tecnologia mudou.

O setor público guarda informação cujo prazo de sigilo é medido em décadas e cuja substituição tecnológica depende de ciclos de aquisição que também são longos. As duas pontas empurram na mesma direção: o dado continua sensível por muito tempo, e a capacidade de trocar a proteção dele chega devagar.

01Perfil do setor na régua

A comparação disponível

Coorte

23.330

empresas · Governo

Mediana do setor

75,3

Alto

Metade da coorte entre

70,883,8

p25 – p75

Desvio-padrão

9,86

σ

Distribuição por faixa

  • Crítico32,3%
  • Alto64,8%
  • Moderado3,0%

H · horizonte temporal

0,9559

E · exposição observável

0,5492

Medianas da coorte na data de corte. H responde pela vida útil do dado que a criptografia protege; E, pela superfície alcançável de fora. As duas são leituras da coorte, não da sua organização.

Quase toda a coorte de governo cai nas duas faixas mais altas da régua, e a mediana do setor é a maior entre os cinco setores com página própria. A dispersão, porém, é ampla: há distância relevante entre as organizações melhor e pior posicionadas, o que significa que a posição não é destino — parte dela responde a decisões de configuração e de fornecedor.

Os agregados descrevem a coorte na data de corte, com piso de anonimato. Nenhum órgão é identificável neles.

Contra o que esta comparação foi feita

Data de corte
12 de julho de 2026
Run
producao_324k_20260712
População
316.911 empresas
Setores
15 setores na taxonomia do motor
Piso de anonimato
K = 30

Limites da comparação

  • A régua é uma base de referência estática, não uma medição contínua: não há atualização automática entre um run e o seguinte.
  • A comparação é sempre contra agregados anônimos, nunca contra o resultado individual de uma organização terceira.
  • Um resultado do modo público não se compara a um resultado do modo completo, porque as duas leituras partem de evidências de naturezas diferentes.
02O que distingue o setor

Governo reúne o prazo de sigilo mais longo da régua com a menor flexibilidade de substituição: compra por processo formal, contratos plurianuais, fornecedores homologados e infraestrutura que atende serviço essencial e não pode parar.

  • Classificação de sigilo com prazos definidos em lei.
  • Aquisição por processo formal, com ciclo próprio.
  • Fornecedores homologados e substituição lenta.
  • Serviços essenciais com baixa tolerância a interrupção.
03Vida útil do dado

Este setor tem a maior mediana de horizonte temporal entre os setores da régua operacional: o que ele protege precisa continuar secreto por prazos que nenhum outro setor enfrenta. Quando o prazo do sigilo é maior que o da tecnologia que o garante, a diferença vira exposição acumulada.

  • Informação classificada com prazo legal de sigilo.
  • Dados de cidadãos que acompanham a pessoa por toda a vida.
  • Comunicação diplomática e de segurança.
  • Registros de infraestrutura crítica e de planejamento.

Dependências típicas

  • Fornecedores homologados de infraestrutura e software.
  • Provedores de hospedagem e conectividade dos serviços digitais.
  • Cadeias de certificação usadas nos portais de serviço.
  • Integrações entre órgãos e esferas de governo.
04O contexto HNDL do setor

Quando o prazo de sigilo é medido em décadas, a pergunta deixa de ser se a capacidade de quebra vai existir dentro dele — passa a ser o que já foi capturado. O setor é o caso em que a estrutura do risco HNDL aparece mais nítida: dado longevo, substituição lenta e superfície pública ampla, porque serviço público precisa ser alcançável.

05O que se aplica

Em um setor com aquisição formal, a leitura precisa ser documentável e citável antes de ser útil.

Relatório de Exposição

Em produção

Leitura por sinais públicos, sem acesso ao ambiente.

Metodologia publicada

Em produção

Critério documentado sob licença aberta, com DOI citável.

Appliance

Uso interno

Execução dentro do perímetro, quando o dado não pode transitar. Uso interno, licenciado por contrato.

Os limites desta leitura

  • O IEQ não atesta conformidade com norma, instrução normativa ou requisito de certificação.
  • A coleta observa apenas a superfície pública; sistemas em rede restrita não entram na leitura.
  • A ausência de sinal público de prontidão pós-quântica não prova ausência de iniciativa interna.
  • Cenários temporais são cenários, não previsões da data de quebra criptográfica.

Fronteira

Onde a medição termina

Programa de adequaçãoNão implementado

A medição termina em: a mudança técnica no ambiente. Medir a exposição não a reduz: a redução exige alterar configuração, substituir certificado, trocar política de negociação ou migrar biblioteca — trabalho executado pelos times e fornecedores da organização.

Esta leitura entrega

  • Exposição medida com critério documentado e citável.
  • Posição contra a coorte do setor, com piso de anonimato.
  • Registro do que a leitura não conclui.

Depois da mudança, a GWK

  • Recoleta os sinais públicos e recalcula o IEQ na mesma régua, quando contratada para isso.
  • Declara escopo, modo, cobertura e run das duas medições, para que a diferença seja interpretável.
  • Atribui o efeito observado apenas ao escopo efetivamente alterado e verificado.

Não está incluído

  • Execução da mudança: a GWK não altera configuração, certificado ou infraestrutura do cliente.
  • Implantação, operação assistida ou gestão de mudança.
  • Programa de adequação: existe como projeto de engenharia da GWK, não como capacidade contratável.

Comece pelo método

A metodologia está publicada sob licença aberta e pode ser avaliada antes de qualquer conversa comercial — inclusive por quem precisa justificar a escolha do critério.