Documento sigiloso não deixa de ser sigiloso porque a tecnologia mudou.
O setor público guarda informação cujo prazo de sigilo é medido em décadas e cuja substituição tecnológica depende de ciclos de aquisição que também são longos. As duas pontas empurram na mesma direção: o dado continua sensível por muito tempo, e a capacidade de trocar a proteção dele chega devagar.
A grande maioria da coorte de governo cai nas duas faixas mais altas da régua, e a mediana do setor é a maior entre os cinco setores com página própria.
Distribuição da coorte por faixa
- Crítico87,8%
- Alto0,6%
- Moderado0,1%
- Mínimo11,6%
Este setor divide com saúde e defesa a maior mediana de horizonte de confidencialidade da régua: o que ele protege precisa continuar secreto por prazos que poucos setores enfrentam.
Dados que o setor guarda por muito tempo
- Informação classificada com prazo legal de sigilo.
- Dados de cidadãos que acompanham a pessoa por toda a vida.
- Comunicação diplomática e de segurança.
- Registros de infraestrutura crítica e de planejamento.
Governo reúne um dos prazos de sigilo mais longos da régua com a menor flexibilidade de substituição: compra por processo formal, contratos plurianuais, fornecedores homologados e infraestrutura que atende serviço essencial e não pode parar.
- Classificação de sigilo com prazos definidos em lei.
- Aquisição por processo formal, com ciclo próprio.
- Fornecedores homologados e substituição lenta.
- Serviços essenciais com baixa tolerância a interrupção.
Dependências típicas
- Fornecedores homologados de infraestrutura e software.
- Provedores de hospedagem e conectividade dos serviços digitais.
- Cadeias de certificação usadas nos portais de serviço.
- Integrações entre órgãos e esferas de governo.
O que se aplica
Em um setor com aquisição formal, a leitura precisa ser documentável e citável antes de ser útil.
Ver os limites desta leitura e contra o que ela foi feita
Os limites desta leitura
- O IEQ não atesta conformidade com norma, instrução normativa ou requisito de certificação.
- A coleta observa apenas a superfície pública; sistemas em rede restrita não entram na leitura.
- A ausência de sinal público de prontidão pós-quântica não prova ausência de iniciativa interna.
- Cenários temporais são cenários, não previsões da data de quebra criptográfica.
Fronteira
A medição termina na mudança técnica no ambiente. Medir a exposição não a reduz: a redução exige alterar configuração, substituir certificado, trocar política de negociação ou migrar biblioteca. Esse trabalho é executado pelos times e fornecedores da organização. Depois da mudança, a GWK recoleta os sinais públicos e recalcula o IEQ na mesma régua, quando contratada para isso.
Por que medir não reduz exposiçãoContra o que esta comparação foi feita
- Régua gerada em
- 7 de outubro de 2026
- População
- 80.182 empresas
- Setores
- 15 setores na taxonomia do motor
- Piso de anonimato
- K = 30
Limites da comparação
- A régua é uma base de referência estática, não uma medição contínua: não há atualização automática entre um run e o seguinte.
- A comparação é sempre contra agregados anônimos, nunca contra o resultado individual de uma organização terceira.
- Um resultado do modo público não se compara a um resultado do modo completo, porque as duas leituras partem de evidências de naturezas diferentes.
Comece pelo método
A metodologia está publicada sob licença aberta e pode ser avaliada antes de qualquer conversa comercial, inclusive por quem precisa justificar a escolha do critério.